Provavelmente você já tentou dietas que aparecem nas revistas ou na internet e não obteve resultados. Talvez até procurou um nutricionista, mas mesmo assim não conseguiu perder ou manter o peso. Quantas vezes você comprou caminhões de medicamentosou suplementos de qualquer tipo, gastando um monte de dinheiro sem obter resultados?

Minha intenção não é questionar a eficácia das dietas, nem das drogas ou suplementos,  sequer dos profissionais de nutrição. Quero criar um provocador para vermos outros fatores envolvidos no ganho ou perda de peso.

Certamente, para muitas pessoas esses métodos tem sido um sucesso, mas para muitas outras, apesar de todas essas tentativas, não conseguiram atingir seus objetivos, gerando frustrações que agravam cada vez mais o quadro.

Afinal, por qual razão?

Não podemos ignorar que o comer é um comportamento, e em particular, um comportamento voluntário. Quais são os profissionais que normalmente cuidam do comportamento humano?
Geralmente Psicólogos e Psicoterapeutas (Saiba a diferença entre os dois aqui).

Mas não basta ter um diploma para tratar esse tipo de questão, uma vez que é trabalhosa e demanda especialização em comportamento alimentar e gestão de peso.

Se os nutricionistas se concentram na composição orgânica dos alimentos e os efeitos que estas têm sobre o corpo das pessoas, o psicoterapeuta é o perito do ato de comer alimentos e todo o contexto que gira em torno desse comportamento.

Se você muitas vezes tentou perder peso ou comer de forma equilibrada e falhou, mesmo depois de se consultar com nutricionista ou depois de tomar suplementos e medicamentos, a culpa não é deles, nem sua. Simplesmente, essas não eram as intervenções certas para a sua demanda.

Neste caso, antes de qualquer coisa, precisamos entender mais sobre o seu comportamento alimentar: como você come (e não apenas o que) e quais emoções, sentimentos e pensamentos estão associados à sua alimentação.

A relação entre os seres humanos e a comida não é mecânica, como muitos profissionais argumentam, mas sim emocional, cognitiva e comportamental. Está ligada a uma forma de prazer, de saciamento.

Em alguns casos, quando o comer é baseado em comida não saudável, parece bastante claro que a perda de peso não será um objetivo fácil de atingir.

Quando a sua dieta e hábitos alimentares são de boa qualidade, mas mesmo assim não perde peso, as razões podem estar relacionadas ao emocional, cognitivo e comportamental:

Motivação: algumas pessoas têm sucesso e em se motivar e ser motivadas, mas muitas outras não conseguem. O processo de motivação requer método e força de vontade, e não simplesmente repetir para si mesmo “Eu quero perder peso” para ter sucesso. Só querer não adianta, tem que acreditar que é possível, assim o organismo mobilizará recursos para que chegue lá. Nesse caso, a ajuda da psicoterapia vem a calhar.

Incapacidade de interpretar e gerir as suas emoções, como frustração devido a fome. Gerir a fome biológica não é eficaz se não trabalharmos a emocional, que nos leva a comer em resposta às emoções negativas, tais como, raiva, ansiedade, vazio, solidão, tédio ou depressão, ativando uma forma de apetite que não pode ser tratada com uma dieta.

Incapacidade de avaliar corretamente e distinguir a sensação de fome e saciedade: o trabalho psicológico pode agir sobre avaliações cognitivas dadas a essas percepções e sensações corporais, além de reprogramar sua mente com hipnose e ferramentas que trabalham a nível inconsciente.

Estilo de vida ruim, tal como a inatividade física. Provavelmente já sabe a importância dos exercícios e atividades físicas, mas por razões diferentes talvez você não consegue colocá-las em prática corretamente.

A baixa autoestima, muitas vezes está ligada a querer chegar a todo o custo a um ideal de magreza, que não é realista, sequer realista com suas características físicas. Aqui você pode trabalhar para dissociar a autoestima do ideal de um corpo perfeito, certificando-se que a pessoa pode ganhar confiança e estar orgulhosa de si mesma em muitos outros aspectos da vida.

Crenças erradas e pensamentos incoerentes, implantados pela indústria da dieta, ofertam continuamente dietas e medicamentos de emagrecimento milagrosos, na verdade cientificamente ineficazes. Com o trabalho psicológico poderá se defender da publicidade milagrosa, aprendendo a avaliar criticamente e de forma inteligente os vários alimentos e produtos, sem se deixar impactar negativamente.

Se você cair no “desapontamento” das milhares de sugestões de dietas em revistas, das centenas de produtos e suplementos de dieta, ou da excessiva rigidez de uma dieta prescrita por um nutricionista, a Psicoterapia lhe ajudará a lidar com distúrbios alimentares, traçando um novo rumo para sua saúde física e mental.

Mas se você é daquelas pessoas ansiosas que querem resultados super rápidos, então precisará partir para a Hipnoterapia (online ou presencial). Ela trabalha a nível inconsciente, agilizando e muito o processo.

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