ArtigosA Traição pode ser funcional para a relação?

10 de março de 20171

Será que realmente é possível algo que cause sofrimento ser funcional a uma pessoa e/ou relacionamento?

A infidelidade ocorre independentemente de estar numa boa relação. Inclusive as relações muito “estáveis” adoram gerar esse provocador. Entretanto, o que é traição?

Em tempos de internet, depende muito da interpretação, mas a maioria das pessoas considera traição até mesmo o ato de flertar pela internet, não necessariamente precisando chegar à consumação do ato sexual.

O que pode levar um parceiro a trair é mais complexo do que se pensa, podendo ser ligado a problemas no relacionamento ou a questões próprias. Mas uma coisa é certa, toda traição tem uma mensagem subliminar por trás e uma necessidade de ajustamento para a relação. Por isso é muito importante entender quais os motivos geradores e identificar seus significados.

Mas será mesmo que a traição ocorreu longe dos olhos do parceiro e/ou o “traidor” deixou sinais para ser encontrado? Este inclusive é um ponto interessante, ainda mais quando se trata dos homens. Nós homens, adoramos deixar um rastro para sermos encontrados, o que muitas vezes é uma tentativa de mostrar que somos queridos e desejados por outras, independentemente de tudo estar caminhando muito bem. É mais uma questão do ego, de se achar poderoso.

As mulheres quando deixam algum rastro, o que é bem raro, tentam consciente ou inconscientemente mandar a mensagem de “olha pra mim”. Que na verdade é um sinal de que o relacionamento precisa de atenção.

O que se mostra na clínica é que as mulheres casadas, quando traem, estão na busca de carinho e atenção e, geralmente, se deixaram envolver, sem estarem na busca de outra pessoa. Mas se envolvem exatamente por buscarem algo que o parceiro não supre.

Nesse caso, a mulher é a culpada? Não é possível ditar apenas um culpado. Afinal, se ela se envolveu é porque a relação não está bem, então o homem tem sua parcela de culpa.

Em suma, uma traição pode ser feita por maldade, para punir, para recordar uma relação passada, para humilhar um parceiro muito arrogante, por pura safadeza… podemos encontrar dezenas de significados diferentes. Não há uma única explicação: para isso precisa-se compreender todo o mundo relacional do casal.

Às vezes uma traição é uma espécie de provocação, um jogo de poder. Nesse caso a traição tenta equilibrar o poder entre o casal.

A traição também pode ser um bom regulador das distâncias emocionais. Pode acontecer que um dos parceiros se sinta sufocado na relação e precisa tomar um pouco de ar. Isso acontece com pessoas que vivem apenas para o relacionamento e de forma muito intensa, sem autonomia. Nestes casos a traição é utilizada para ajustar a intimidade do casal.

Na imaginação popular, muitas vezes o “traidor” é estigmatizado como o carrasco e o “traído” como a vítima. Entretanto, podemos considerar que a traição é resultado de um processo desencadeado por ambos os parceiros. Concorda?

Levando isso em consideração, não adianta colocarmos um culpado e sim, encontrarmos no que cada um falhou nesse “contrato” e fazermos diferente. Seja uma falha entre as partes ou simplesmente, uma falha na escolha da pessoa certa, por não ter analisado e observado adequadamente, afinal escolher um parceiro é um processo de recrutamento e seleção.

Só para finalizar, é controverso ter medo de ser traído por um parceiro que já o fazia por diversão nas relações anteriores. Ilusão comum entre as mulheres, que acreditam que ao beijar o sapo, ele vá se transformar em príncipe. Ninguém muda muito nesse aspecto, a não ser que queira. E pela minha experiência clínica, atendendo dezenas de casais, quem já aprontou uma vez, tende a fazer no futuro, afinal para essa pessoa é algo permissível.

Leia o Artigo: É possível perdoar uma traição?

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Alexandre Pifer

Psicólogo (crp 07/21909), Hipnólogo e Psicoterapeuta Sexual. Alexandre é de descendência italiana e natural de Venâncio Aires, Rio Grande do Sul, onde cresceu e reside até hoje. Seus conhecimentos transcendem a Psicologia, chegando a Hipnose, Programação Neurolinguística e outras formas de terapia de Alto Desempenho. Em seu trabalho com a Neurociência, desenvolveu o método Reprogramação Mental Online, tratamento de grande sucesso e diferencial no mercado, aplicado hoje pelos terapeutas da Terapiando. Atualmente mantém outros projetos e pesquisas junto ao campo da Neurociência e Psicoterapias. Atua desde 2013 com terapias virtuais.

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