ArtigosAnorgasmia: Causas, Sintomas e Tratamentos | Terapiando

30 de janeiro de 2021

A Anorgasmia é a incapacidade de atingir o pico do prazer, apesar da estimulação sexual. Ela pode ser definida como anorgasmia masturbatória no caso da impossibilidade de atingir o orgasmo após a masturbação, e de anorgasmia coital quando a incapacidade de se satisfazer é após ato sexual tradicional – coito.

Ainda, podemos classificar a anorgasmia em subtipos:

  • Anorgasmia primária: quando o orgasmo nunca foi alcançado desde o início da vida sexual.
  • Anorgasmia secundária: quando no passado o sujeito já experimentou o orgasmo, mas perdeu progressivamente a capacidade de atingir o pico do prazer.
  • Anorgasmia situacional: quando você é incapaz de atingir o orgasmo em certas situações.
  • Anorgasmia generalizada: a anorgasmia não depende da situação criada, mas sempre ocorre.
  • Anorgasmia coital pura: a obtenção do prazer é impossível através do coito, mas o orgasmo pode ser percebido após uma estimulação manual ou oral.
  • Anorgasmia adquirida pela incontinência de urgência: o sujeito é incapaz de sentir o choque do prazer extremo devido ao medo (às vezes infundado) de perder o controle durante o orgasmo e de urinar .

Independentemente do tipo de anorgasmia, ela reflete na relação e na sua autoestima, por isso demanda tratamento.

 

Causas da Anorgasmia

A causa da anorgasmia masculina e feminina é uma evento complexo, por isso demanda uma avaliação bem feita.

A anorgasmia primária, na maioria dos casos, é causada pela presença de inibições sexuais ou medos infundados. Um funcionamento psicossexual imaturo, especialmente em pacientes mais jovens.

A anorgasmia secundária parece ter a base e a natureza de causas psicogênicas como estresse, ansiedade, tristeza, preocupação no parceiro, embora outras causas, como aparecimento de sintomas dolorosos durante o sexo, distúrbios endócrinos, ejaculação precoce ou tardio (em homens), trauma físico ao nível genital, dispareunia, vaginismo, uso de certos medicamentos, como antidepressivos ou abuso de drogas podem ter efeitos inibidores sobre o orgasmo.

Entre as outras causas da anorgasmia masculina e feminina, podemos encontrar causas físicas, psicológicas e ambientais.

Causas psicológicas

  • Ansiedade do desempenho: aquela expectativa de atingir o orgasmo pode dar origem a uma tensão que impede a possibilidade de viver a experiência sexual de forma relaxada. Esse problema afeta mais os homens, mas também há muitas mulheres que se preocupam mais com o desempenho do que com deixar deixar rolar e sentir prazer. Se esse problema evoluir, pode até causar disfunção erétil psicológica, nos homens.
  • Forte necessidade de autocontrole.  O orgasmo pode ser influenciado negativamente por limitações como sensação de abandono, supercontrole e ansiedade excessiva, não só do desempenho, mas também de uma ansiedade que pode derivar de outros fatores identificados aqui, como:
  • a presença de trauma e violência psicológico-sexual;
  • ausência de apoio familiar;
  • má relação com a sexualidade e em particular com o prazer;
  • foco absoluto no prazer sexual do parceiro, que faz a pessoa se desvencilhar da relação sexual;
  • preocupações como gravidez indesejada e doenças venéreas;
  • baixa autoestima e insatisfação com o próprio corpo: quando você se sente inadequado, é difícil relaxar, ainda mais se não gosta do próprio corpo.
  • traumas por interrupção da gravidez ou aborto.

Causas ambientais e relacionais

  • ignorância ou restrições culturais e religiosas;
  • inexperiência, associada a distúrbios sexuais do parceiro masculino;
  • uma educação repressiva ao sexo;
  • moral muito rígida;
  • conflitos do casal;
  • insatisfação conjugal;
  • má comunicação entre os parceiros sobre os desejos sexuais;
  • estimulação inadequada do parceiro.

Causas físicas e orgânicas

Também podem haver contribuições genética significativas para o aparecimento da anorgasmia. Mulheres com atrofia vulvo-vaginal, caracterizada pela secura da mucosa vaginal, coceira e dor, têm maior probabilidade de gerar falta de orgasmo.

Do ponto de vista orgânico, em relação à anorgasmia feminina, há possibilidade do problema ser causado pelo tônus ​​muscular pobre, que ao invés disso deveria produzir contrações no fase do orgasmo.

Entre outras causas físicas ou orgânicas também podemos ter algumas disfunções do assoalho pélvico, músculos ou algumas patologias dos órgãos genitais.

Independentemente da causa da anorgasmia, tem tratamento, mas deve buscar um profissional adequado. Inicialmente é indicado buscar um médico, urologista/andrologista para os homens e ginecologista para as mulheres. Após a verificação hormonal e física, então você pode partir para o tratamento psicológico. Entretanto, na maioria dos casos o problema é de fundo emocional.

Tratamento para Anorgasmia de origem física

Os principais tratamentos para causas físicas e orgânicas da anorgasmia são:

  • referem-se aos produtos existentes no mercado para estimular a libido ou promover o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais (Lovegra, Viagra, Cialis, Kamagra 100 Gel Oral);
  • evitar o uso de álcool ou substâncias psicotrópicas;
  • se você estiver tomando drogas psiquiátricas, consulte seu médico;
  • beneficie-se de algumas técnicas de relaxamento, como ioga  ou meditação mindfulness;
  • pratica a aromaterapia que envolve o uso de óleos essenciais para estimular o apetite sexual: podem ser difundidos no ar ou diluídos em óleo vegetal para uma massagem.

Tratamento para anorgasmia de origem psicológica

Se o problema diz respeito a você, sua visão das coisas e seu relacionamento como casal, tente valorizar estas pequenas dicas que incluem:

  • em ficar confortável com seu corpo;
  • foco no prazer durante a relação sexual;
  • converse com seu parceiro.

Conheça seu corpo para total satisfação

Nas relações de casal é importante conseguir satisfazer o parceiro, mas sem nos esquecer de nós mesmos, pois o ato sexual pode se transformar numa obrigação.

É importante, para tanto, descobrir o prazer sexual, através de um conhecimento individual aprofundado do nosso corpo, talvez explorando-o através da masturbação, pois isso pode nos ajudar a entender o que mais gostamos, do ponto de vista sexual, para que assim possamos curtir o outro.

Para fazer isso, é necessário quebrar quaisquer inibições ou restrições mentais em relação ao sexo. Mudar a forma como vemos o sexo é essencial para aprendermos sobre o nosso corpo, mas acima de tudo, para nos satisfazermos e ao parceiro.

Foco no prazer

Nesse sentido, é importante estar relaxado durante a relação sexual para que nosso cérebro se concentre no prazer que está recebendo e não no que pode acontecer.

Como faço isso? Experimente se masturbar na frente de seu parceiro. Assim, você descobrirá que não tem porque esconder o seu prazer, muito pelo contrário! Na verdade, isso ajudará a acender o desejo sexual do outro!

Lembre-se que somente o prazer sexual de um pode aumentar o do outro!

Diálogo

Para que o sexo seja pleno, é muito importante não negligenciar a vida do casal. É sempre indicado conversar sobre qualquer problema que nos aflija.

O diálogo é essencial! Para isso, você deve sempre encontrar uma maneira de falar, mesmo que de forma hipotética. Saber como pedir para ser tocado também pode lhe ajudar a ter um sexo mais satisfatório.

Tente entender o que mais excita o outro. Falar os ajudará a sentir novas formas de prazer.

Psicoterapia Sexual

A terapia sexual é o tratamento mais empregado nos casos de anorgasmia, isso porque na maioria das vezes as causas são psicológicas.

O tratamento pode ser feito em casal, o que facilita que os dois venham a se ajustar, abordando problemas que possam influenciar e aplicando as técnicas.

Também é possível realizar o tratamento sozinho, sem um parceiro, mas chegará um momento que precisará ter contato íntimo para que possam ser avaliados os avanços da terapia e melhora do quadro.

terapia sexual online

 

Alexandre Pifer

Psicólogo (crp 07/21909), Hipnólogo e Psicoterapeuta Sexual. Alexandre é de descendência italiana e natural de Venâncio Aires, Rio Grande do Sul, onde cresceu e reside até hoje. Seus conhecimentos transcendem a Psicologia, chegando a Hipnose, Programação Neurolinguística e outras formas de terapia de Alto Desempenho. Em seu trabalho com a Neurociência, desenvolveu o método Reprogramação Mental Online, tratamento de grande sucesso e diferencial no mercado, aplicado hoje pelos terapeutas da Terapiando. Atualmente mantém outros projetos e pesquisas junto ao campo da Neurociência e Psicoterapias. Atua desde 2013 com terapias virtuais.

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